MENSAGEM AO JOVEM ARQUITETO

Tenho quase 48 anos de diplomado; e não foi pouco o que aprendi, tanto com meus erros ou delírios criativos como com hábeis mestres de obras. Por outro lado, azedumes corporativistas não mudarão o fato – incontestável – de que a formação acadêmica, do arquiteto brasileiro, carece de mais consistentes conteúdos técnico-construtivos. De fato, o profissional que dita o QUE o cliente deve fazer, raramente tem conhecimento para detalhar – e bem especificar – COMO fazê-lo.

Ou seja: não adiantará esfregar o diploma na cara do “inculto cliente”, pois restarão, a partir da graduação, apenas 3 ( três ) caminhos:

1º ) Convencer um incauto (pai, mãe, avó, sogro, etc) a seguir bancando seu “esconderijo”, na mesma ou em outra faculdade, via cursos de extensão, pós-graduações, mestrados, doutorados, metodologias várias, etc. Com sorte, você publicará um ou dois livrecos e poderá tornar-se renomado professor, de natação, sem jamais ter molhado, seu erudito “couro”, além das diárias chuveiradas. . .

2º ) Esconder-se no atelier de algum arquiteto medalhão e conformar-se com trabalho anônimo, ou “semi-escravo”, sob a desculpa de que “o mundo é grosseiro e muito injusto”. Se for habilidoso, conjugará, este item, com o anterior, de tal modo que seus pais possam dizer, aos parentes e amigos, que o filho, além de muito estudioso, “já está trabalhando”. . .

3º ) Lembrar que o arquiteto, na história do planeta, sempre foi o melhor CONSTRUTOR. Ou seja: ir à luta e procurar envolver-se com OBRAS. Ainda que você trabalhe, TEMPORARIAMENTE, como subalterno de uma construtora ou pequena empreiteira, estará APRENDENDO O QUE A FACULDADE LHE SONEGOU, atingindo patamar no qual dominará, plenamente, as ferramentas de projeto (CADs, sem o mínimo de conhecimento construtivo, não passam de “games” para divagações plásticas ou inúteis policromias) e acabará ganhando o respeito (merecidos honorários) da clientela, sem precisar mendigar “reservas técnicas” e/ou “agrados”.

De Sylvio Nogueira

4 comentários sobre “MENSAGEM AO JOVEM ARQUITETO

  1. Olá,

    gostaria de saber se encontramos a cal marroquina por aqui. Gostaria de fazer a pia da minha cozinha de alvenaria, usando este acabamento que vi num post seu de 2010! Amei.

    1. Olá Luiza, o tadelakt é uma técnica de pintura com cal, não necessariamente um produto.
      Para criar este efeito, utiliza-se a cal para pintura (ou caiação) com adição de pigmento na cor desejada.
      Mas fique atenta, pois a pintura com cal não adere a superfícies com massa acrílica ou massa corrida.
      Caso tenha mais dúvidas, entre em contato comigo!
      Obrigada pelo comentário!

      1. Luiza, geralmente, aplica-se resina epóxi brilhante para o acabamento.
        Ainda sobre a técnica do tadelakt, a cal é muito sensível a água, por isso, consulte o fornecedor antes de comprar o material para aplicar.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s